O público errou: quem arrasou foi o Sócrates

Diz no título da notícia que o relatório das PPP arrasa:

Relatório da comissão das PPP arrasa Sócrates, regulador e gestão da Estradas de Portugal

Dado que o Sócrates é que vai arrasando com o seu comentário, o regulador continua a receber o seu ordenado, e a gestão das Estradas de Portugal está provavelmente num qualquer cargo nas construtoras, e os contribuintes é que no fim pagam tudo, conclui-se que o Público errou. Eis o título correcto:

APESAR do relatório da comissão das PPP: Sócrates, regulador e gestão das Estradas de Portugal arrasaram com o país.

Fair play: mais tarde ou mais cedo, o público será o seu jornal diário…

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Trabalhadores da RTP protestam deixando crescer a barba

Ao ver nas notícias da SIC que a televisão grega vai fechar à meia noite, os cerca de 2000 trabalhadores da RTP (em 2011) decidiram mostrar a sua preocupação deixando crescer a barba a partir da meia-noite.

“Tá certo que na Grécia era um abuso com 4000 trabalhadores, mas nunca se sabe quando o governo aqui começa a cortar nas vacas realmente sagradas” dizia um vice-adjunto da sub-direção B, área Sul. “O meu filho diz que com um amigo fez um canal no youtube, mas eu não acredito. Se fosse assim dava para fazer mil canais com a malta que aqui temos” – exclamou outro, que referiu ser um sub-coordinador do grupo de apoio à re-emissão de programas.

Entretanto, o ministro não comenta os dramáticos acontecimentos. Diz que as notícias reais são mais importantes do que as imaginárias, mas não esclarece de que lado está.

O que há é pobreza

Cavaco diz que não há “desestruturação social” em Portugal.

Não. O que há é mais pobreza.

(Ficamos a saber que esse era um dos objectivos: manter a “estrutura social”.)

 

A pobreza – desemprego – migração – miséria. São coisas secundárias. É preciso encontrar a coisa “positiva”, e aqui está: quanto a desestruturação, tudo corre bem. E já agora, cabe à AR a fiscalização do Governo. O que é o mesmo que dizer: a Constituição tem um sistema que não funciona e não serve o país, e o presidente sabe-o, e em vez de sugerir a mudança imediata, confia no sistema. Viva a reforma!